Martin Heidegger foi um filósofo alemão cuja obra repercute até hoje, principalmente no que diz respeito às suas contribuições sobre o estudo do ser, ou ontologia. Suas reflexões sobre o ser e o “estar no mundo” influenciaram diversos pensadores e áreas do conhecimento, incluindo a filosofia da linguagem, a psicanálise, a teologia e até as ciências sociais, tornando-o um dos maiores pensadores do século XX. Sua obra mais impactante, Ser e Tempo (1927), questionou a forma como a filosofia ocidental, desde Platão, tratou o conceito de ser.
Em vez de seguir as abordagens tradicionais, Heidegger propôs que a filosofia deveria focar na análise da existência humana concreta. Apesar do forte impacto das suas ideias inovadoras, sua associação inicial com o regime nazista gerou grandes controvérsias, tornando-o uma figura ambivalente: admirado por sua genialidade filosófica, mas profundamente criticado devido ao seu envolvimento com o nazismo. Neste artigo, vamos discorrer sobre a vida e a obra de Martin Heidegger, pensador que deslocou o foco da filosofia da abstração e das categorias universais para a experiência vivida, concreta e finita.
O artigo abordará os seguintes tópicos:
Biografia de Martin Heidegger
Martin Heidegger nasceu em 1889, na pequena cidade de Messkirch, no sudoeste da Alemanha, em uma família católica. Seu pai, Friedrich Heidegger, era sacristão em uma igreja local, e a vida da família era simples, em uma pequena cidade rural. Inicialmente, Heidegger foi encaminhado para um seminário jesuíta aos 14 anos, onde estudou grego e latim, com a pretensão de se tornar sacerdote. Durante esse período, teve seu primeiro contato com a filosofia, ao ler o trabalho de Franz Brentano sobre os múltiplos sentidos do ser em Aristóteles.
Em 1909, Heidegger ingressou na Universidade de Friburgo, onde iniciou o curso de teologia e se aprofundou nos estudos filosóficos. Continuou seus estudos sobre Aristóteles e teve o primeiro contato com os textos de Husserl, que posteriormente o levariam à fenomenologia. Na universidade, também teve contato com outros importantes filósofos, como Søren Kierkegaard e Wilhelm Dilthey, cujas ideias o influenciaram. Depois de estudar teologia por quatro semestres, abandona os estudos teológicos e passa a se dedicar inteiramente à filosofia.
Em 1914 conclui sua tese de doutorado em filosofia e publica um texto intitulado A Doutrina do Juízo no Psicologismo: contribuição crítico-positiva à Lógica, que possui influências de Husserl. A relação de Heidegger com Edmund Husserl foi fundamental para o desenvolvimento de sua própria filosofia. A primeira vez que Heidegger teve contato com Husserl foi quando começou a estudar sua fenomenologia, e logo desenvolveu uma grande admiração pela profundidade e rigor do método fenomenológico.
Em 1915, Edmund Husserl se mudou para Freiburg, onde Heidegger já estava completando seus estudos. Em 1919, após retornar de uma breve atividade militar, Heidegger passou a trabalhar como assistente de Husserl. No ano anterior, em 1917, Heidegger havia se casado com Elfride Petri, uma protestante, em uma cerimônia simples realizada na capela da própria Universidade de Freiburg.
Seus trabalhos acadêmicos, especialmente os cursos sobre Aristóteles e a filosofia medieval, atraíram a atenção de seus professores, que o indicaram para lecionar na Universidade de Marburg em 1923. Durante os cinco anos em Marburg, Heidegger desenvolveu seus principais estudos e conclusões, culminando na publicação de sua obra-prima, Ser e Tempo, em 1927.
As influências de Heidegger
Durante sua formação, Heidegger foi profundamente influenciado por filósofos como Edmund Husserl, Soren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche. A crítica do pensador Immanuel Kant à razão e à metafísica também teve um impacto significativo na abordagem de Heidegger sobre o conhecimento e a realidade.
A fenomenologia de Edmund Husserl, particularmente a ideia de voltar “às coisas mesmas” e a ênfase na experiência subjetiva, foi crucial para a formulação da teoria do ser de Heidegger. No entanto, apesar de ter absorvido muito do pensamento de Husserl, Heidegger, com o tempo, passou a distanciar-se dele, reinterpretando suas ideias de maneira crítica, o que viria a resultar em uma abordagem própria e original da ontologia.
Nietzsche também teve uma influência significativa em Heidegger, especialmente no que se refere à crítica da tradição metafísica ocidental e à ideia de "vontade de poder". A concepção de Nietzsche sobre a superação das limitações do ser e sua ênfase no niilismo e na transformação do sentido da vida foram aspectos que Heidegger levou em consideração ao discutir o conceito de ser e a importância da morte e da finitude humana.
Apesar da admiração que nutria por Husserl, Heidegger começou a se distanciar teoricamente de seu mentor. A fenomenologia de Husserl, centrada na redução fenomenológica e na busca pela essência das coisas, foi reinterpretada por Heidegger de maneira a colocar o ser humano, e sua existência concreta, no centro da reflexão filosófica. Essa transição representou a ascensão da ontologia heideggeriana, que se distanciou da fenomenologia pura de Husserl para explorar a questão do ser de maneira mais radical e existencial.
O que significa o Conceito de Dasein para Heidegger?
Em sua obra fundamental, Ser e Tempo, Heidegger faz uma investigação profunda sobre a questão do ser, ou seja, a pergunta sobre o que significa "ser" de fato. Ele começa com um conceito essencial para sua filosofia: o Dasein.
O termo Dasein vem do alemão e pode ser traduzido como "ser-aí" ou "ser no mundo". Heidegger usa esse termo para se referir ao ser humano, ou seja, à maneira como nós, como seres humanos, existimos no mundo.
O Dasein não é simplesmente uma coisa que está no mundo como as outras coisas; ele é um ser que está ciente de si mesmo. Em outras palavras, nós não apenas existimos, mas também refletimos sobre nossa existência, sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Essa capacidade de reflexão e de consciência de nossa própria vida é o que torna o Dasein tão especial para Heidegger.
O Dasein, então, é um ser que está sempre envolvido com o mundo e com os outros. Ele é também um ser finito, ou seja, sabe que vai morrer um dia, o que o faz viver de maneira diferente de outras coisas que simplesmente existem no mundo. Portanto, para Heidegger, o Dasein é o ser humano que está sempre em relação com o mundo, com o tempo, com a morte, e é capaz de questionar o sentido da vida e da existência.
O Dasein é um conceito importante na filosofia heideggeriana porque ele é a única maneira de questionar o conceito de ser. Isso porque, como seres humanos, somos os únicos capazes de pensar sobre a questão do ser. Ou seja, o Dasein tem a capacidade de refletir sobre o próprio ser e, ao fazer isso, ele ajuda Heidegger a compreender o que o "ser" realmente significa. Para Heidegger, o verdadeiro estudo do ser não pode ser feito apenas de maneira teórica ou abstrata, mas deve começar pela experiência concreta do ser humano, que é a do Dasein.
A grande crítica de Heidegger à filosofia ocidental é que, ao longo dos séculos, os filósofos se concentraram demais em estudar os entes (as coisas individuais e concretas), e se esqueceram de estudar o ser, ou seja, o que faz essas coisas existirem. Ele acha que devemos voltar nossa atenção para a questão do ser, e isso só pode ser feito através da compreensão do Dasein, o ser humano, que é capaz de refletir sobre o ser.
Heidegger e o Livro "Ser e Tempo"
Publicado em 1927, Ser e Tempo é a obra-prima de Martin Heidegger e representa um marco fundamental na filosofia do século XX. O livro foi escrito em um contexto de questionamento profundo sobre a metafísica ocidental, que, para Heidegger, havia se distanciado da questão fundamental: o que significa "ser".
Ele queria resgatar essa questão esquecida, que, na sua visão, era o ponto central da filosofia, mas havia sido negligenciado ou mal compreendido desde Platão. Ao invés de abordar o ser de maneira abstrata, Heidegger propôs que a filosofia deveria começar a partir da experiência concreta do ser humano, ou seja, do Dasein — o ser que questiona a si mesmo e é consciente de sua finitude.
O objetivo de Ser e Tempo é desenvolver uma ontologia fundamental que investiga a questão do ser a partir da experiência humana, examinando a vida cotidiana, a morte, o tempo e a existência. Heidegger queria entender como o ser humano, com sua finitude e temporalidade, pode acessar o "ser" e dar sentido à sua existência no mundo. Para isso, ele reformulou conceitos centrais da filosofia, abordando o ser não apenas como uma categoria metafísica, mas como algo que se revela na experiência existencial.
Principais Conceitos Apresentados no Livro
Em Ser e Tempo, Heidegger introduz diversos conceitos fundamentais que reconfiguram o entendimento do ser e da existência. Alguns dos mais importantes incluem:
- Dasein: Como mencionado anteriormente, o Dasein é o conceito central da obra. Ele refere-se ao ser humano, entendido como um ser que está imerso no mundo e é consciente de sua própria existência e finitude. O Dasein é, portanto, o ser que se questiona sobre o seu ser e sobre o sentido da vida.
- Ser-no-mundo (In-der-Welt-Sein): Heidegger propõe que a existência humana não é uma abstração isolada, mas é sempre um ser que está no mundo, em constante interação com ele. O Dasein é inseparável do mundo em que vive, o que significa que a compreensão do ser humano deve considerar seu ambiente, suas relações e sua experiência prática.
- Ser-para-a-morte (Sein-zum-Tode): A morte é um dos aspectos mais importantes da filosofia de Heidegger. Ele argumenta que a consciência da finitude humana, ou seja, da inevitabilidade da morte, é o que dá ao Dasein uma perspectiva única sobre a vida e o ser. A morte, para Heidegger, não é apenas um evento futuro, mas algo que define a maneira como o Dasein vive e se relaciona com o mundo.
- Temporalidade: Heidegger introduz a ideia de que a temporalidade é fundamental para a compreensão do ser. O Dasein, ao estar no mundo, está sempre projetado para o futuro (em busca de significado e realização) e, ao mesmo tempo, está consciente de seu passado e de sua finitude. O ser humano, portanto, é um ser essencialmente temporal, e a sua existência se desvela no tempo.
- Cotidiano e Autenticidade: Heidegger faz uma distinção entre a existência cotidiana, que é marcada por rotinas e conformismo, e uma existência autêntica, que surge quando o Dasein se confronta com sua finitude e se assume como responsável por sua própria vida. Viver de forma autêntica é viver de acordo com a compreensão plena da morte e da temporalidade.
Esses conceitos formam a base da ontologia existencial de Heidegger e têm repercussões em diversas áreas da filosofia, incluindo o existencialismo, a fenomenologia e a teoria crítica. Ser e Tempo busca uma nova compreensão do ser e propõe uma reflexão profunda sobre como vivemos, como nos relacionamos com o mundo e como podemos encontrar significado na vida.
Fenomenologia e Existencialismo em Heidegger
A filosofia de Heidegger é fortemente influenciada pela fenomenologia de Edmund Husserl, que buscava descrever a experiência imediata e direta da consciência sem as interpretações metafísicas anteriores. No entanto, enquanto Husserl se concentrava na análise da consciência e das intenções que ela tem sobre os objetos, Heidegger levou a fenomenologia em uma nova direção. Em Ser e Tempo, Heidegger utiliza a metodologia fenomenológica para investigar a questão do ser, mas se afasta do foco husserliano na consciência para concentrar-se no Dasein, ou seja, no ser humano como ser que está no mundo e que se questiona sobre sua própria existência. Assim, para Heidegger, a fenomenologia não é apenas sobre descrever as experiências conscientes, mas sobre desvendar a estrutura do ser que é revelada através da vida cotidiana e da existência humana.
Embora Heidegger tenha sido inicialmente assistente de Husserl e tivesse grande respeito por ele, ele desenvolveu sua própria interpretação da fenomenologia, enfatizando o conceito de ser-no-mundo em lugar da abstração da consciência pura. Essa transição reflete uma crítica implícita à fenomenologia husserliana, que, segundo Heidegger, não abordava adequadamente a questão do ser.
Relação com Sartre e o Impacto no Pensamento Existencialista
As ideias de Heidegger influenciaram o filósofo Jean-Paul Sartre e o impacto de Heidegger no existencialismo é significativo. Sartre, um dos principais filósofos existencialistas, se inspirou profundamente em Ser e Tempo, especialmente no conceito de liberdade e na ideia de que o ser humano é fundamentalmente "lançado" no mundo e não tem uma natureza predeterminada. O conceito heideggeriano de ser-para-a-morte também influenciou Sartre, que discutiu a angústia existencial e a necessidade de confrontar a finitude humana para viver autenticamente.
No entanto, enquanto Heidegger via a existência humana como caracterizada pela preocupação (Sorge) com a própria finitude e o ser, Sartre enfatizou a liberdade radical do indivíduo. Sartre acreditava que, ao se confrontar com a falta de um sentido preexistente no mundo, o ser humano deveria criar seu próprio significado e responsabilidade. Dessa forma, enquanto Heidegger se concentrou na ontologia e na revelação do ser por meio da existência, Sartre levou as ideias de Heidegger para uma ética existencialista, na qual a liberdade e a responsabilidade individual tornaram-se centrais.
O legado de Heidegger no pensamento existencialista é vasto, pois ele forneceu a base ontológica que permitiu aos filósofos como Sartre e outros existencialistas explorar a condição humana em termos de liberdade, angústia e a busca por autenticidade. Embora Sartre e outros existencialistas tenham seguido caminhos diferentes, a ênfase de Heidegger na existência concreta e finita continua a ser um alicerce importante para o movimento existencialista, que valoriza a experiência pessoal e a reflexão sobre a vida humana como algo que está sempre em processo e aberto à mudança.
Heidegger e a Política: Controvérsias e Nazismo
Martin Heidegger tem sido uma figura controversa não apenas por sua filosofia, mas também por seu envolvimento com o nazismo. Embora não tenha sido membro ativo do Partido Nazista, Heidegger aderiu ao movimento de forma entusiástica no início dos anos 1930, vendo nele uma oportunidade para a renovação da cultura alemã. Sua relação com o regime de Adolf Hitler gerou debates intensos e continua a ser um ponto sensível para aqueles que estudam sua obra. Em 1933, Heidegger se filiou ao Partido Nazista e, no mesmo ano, foi nomeado Reitor da Universidade de Freiburg, onde assumiu uma postura aberta de apoio ao regime, incluindo declarações que se alinhavam com os ideais nacionalistas e antissemitas da época.
O período em que Heidegger foi reitor (1933-1934) foi marcado por uma série de medidas polêmicas. Ele implementou políticas que refletiam a ideologia nazista, incluindo a política totalitária, que suprimia toda oposição ao governo nazista. No entanto, sua atuação como reitor foi breve, durando apenas um ano, e foi marcada por um afastamento progressivo de Heidegger do partido. Durante esse período, ele também demonstrou certo distanciamento de Hitler e suas práticas, embora nunca tenha se desculpado publicamente por sua associação com o regime.
Livros de Martin Heidegger: Obras Essenciais
LIVROS DE HEIDEGGER | RESUMO |
---|---|
Ser e Tempo (1927) | Nesta obra, Heidegger investiga a questão do ser a partir da experiência do Dasein, propondo que a compreensão do ser só é possível por meio da existência humana concreta e temporal. |
Que é Metafísica? (1929) | Heidegger questiona a natureza da metafísica e a necessidade de superar a tradição filosófica que reduz o ser a uma simples abstração. |
Introdução à Metafísica (1935) | Heidegger explora a questão do ser e do nada, refletindo sobre a origem da metafísica e sua relação com a filosofia grega clássica. |
Carta sobre o Humanismo (1947) | O autor critica a visão humanista tradicional, propondo uma reinterpretação do ser humano como parte de uma ontologia mais profunda, além da centralidade da razão. |
A Caminho da Linguagem (1959) | O filósofo analisa a linguagem como a casa do ser, argumentando que a verdade e o ser se revelam por meio da linguagem. |
Heráclito (1944) | Obra baseada em cursos ministrados por Heidegger. Ele interpreta a filosofia de Heráclito, enfatizando a visão do ser como algo em constante devir e transformação, em oposição às concepções estáticas da tradição filosófica. |
Frases de Heidegger
As frases de Martin Heidegger são expressões condensadas de sua profunda reflexão sobre o ser, a existência e o pensamento. Abaixo, estão três frases representativas de sua filosofia:
- "Nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vêm."
Esta frase reflete a visão de Heidegger de que o pensamento não é algo que o ser humano controla ativamente, mas algo que emerge de uma forma autônoma e profunda. Para Heidegger, os pensamentos "vêm" até nós, revelando algo essencial sobre o ser e o mundo.
- "A linguagem é a casa do ser."
Em A Caminho da Linguagem (1959), Heidegger afirma que a linguagem não é simplesmente uma ferramenta de comunicação, mas o espaço essencial onde o ser se revela. Ele vê a linguagem como um meio pelo qual o ser humano pode entrar em contato com o ser em sua totalidade.
- "O ser é o mistério que nos envolve."
Essa citação, retirada de Ser e Tempo (1927), simplifica a ideia central de Heidegger de que o ser é algo que está sempre além da compreensão plena e sempre se revela para nós de maneira misteriosa.
Conclusão
A filosofia de Martin Heidegger continua sendo uma das mais influentes e complexas do século XX, oferecendo uma nova perspectiva sobre o ser e a existência humana. Seu trabalho, especialmente a obra Ser e Tempo, redefiniu o campo da ontologia, focando na experiência concreta do ser humano e no seu "estar-no-mundo". Ao examinar o Dasein, Heidegger trouxe à tona questões existenciais fundamentais, como a finitude, a morte e a temporalidade, impactando diversas áreas do conhecimento. No entanto, seu envolvimento com o nazismo e suas posturas políticas controversas continuam a lançar sombras sobre sua figura, dividindo a recepção de sua obra. Ainda assim, o pensamento heideggeriano permanece central para a filosofia contemporânea, desafiando-nos a refletir sobre o sentido da vida, a linguagem e nossa relação com o ser.
Perguntas Frequentes sobre Heidegger
O que é o conceito de Dasein em Heidegger e por que ele é importante?
O conceito de "Dasein" em Heidegger refere-se ao ser humano, entendido como um ser que está sempre imerso no mundo e consciente de sua própria existência. O Dasein é importante porque, para Heidegger, é o único ser capaz de questionar o que significa "ser", sendo a partir dele que ele explora a questão do ser de maneira existencial e concreta.
Qual é a diferença entre "ser" e "ente" na filosofia de Heidegger?
Na filosofia de Heidegger, o ente é qualquer coisa que existe no mundo, enquanto o ser é a condição que permite que qualquer ente exista. O ser é o fundamento da existência, mas não pode ser visto diretamente, ao contrário do ente, que é perceptível e concreto.
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Referências
https://revistacult.uol.com.br/home/heidegger-ser-tempo-e-finitude/