JÁ FOI
  • Informações
  • Data 06/08/2015
  • Duração: 1 encontro
  • Dia: Quinta-Feira
  • Horário: das 20h às 22h
  • Valor: R$ 160,00
 

Palestra

Uma Psicanálise da Delação

com Pedro de Santi Dedo duro, traidor, Judas, cagueta: não há como ter empatia pela figura de um delator numa sociedade marcada pelo contrato social, na qual a confiança mútua e o respeito a normas comuns constituem-se como base para a sobrevivência em grupo. O estigma daquele que rompe com um vínculo de cumplicidade e expõe algo da esfera privada provavelmente se torna uma marca indelével, culpa e morte social. Ao mesmo tempo, um delator pode ser imprescindível para alcançar criminosos altamente inteligentes ou bem acobertados social e politicamente. Mas, como confiar num delator? Ele é um traidor ao quadrado. De início, rompeu com a ordem jurídica de seu ambiente, estabelecendo outra ordem, de interesse pessoal, com parceiros no crime. Tendo sido preso, uma vez mais colocando seus interesses pessoais ante toda a forma de contrato com o outro, entrega seus parceiros para obter diminuição de sua punição. A palavra do delator é suspeita em si. Ele já demonstrou seu desapego a ela desde o início. Não há respeito ou autoridade no que diz, mas apenas a oportunidade de que ele deixe vazar indícios que deverão ser investigados. O encontro faz uma leitura psicanalítica da figura do delator, auxiliando na compreensão da realidade brasileira atual.

Pedro de Santi

Psicanalista, mestre em Filosofia pela USP e doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Pro...
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    06/08 Encontro


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