JÁ FOI
  • Informações
  • Início: 22/06/2018
  • Duração: 4 encontros
  • Dias: Sextas-Feiras
  • Horário: das 19h às 21h
  • Valor: 4x de R$185,00
 

Cinema

Panorama do Cinema Soviético

com Luis Felipe Labaki

Muito além de mera propaganda ideológica, o cinema produzido na União Soviética foi extremamente diversificado e rico em reflexões sobre o próprio meio cinematográfico. Dos documentários metalinguísticos de Dziga Viértov aos suntuosos musicais de Grigóri Aleksándrov, a cinematografia soviética desenvolveu tantos gêneros quanto o cinema hollywoodiano, tendo seu próprio “star system” e uma tradição particular. Refletindo como poucos sobre seu próprio ofício, cineastas como Serguei Eisenstein e Andriêi Tarkóvski investigaram a fundo a forma cinematográfica e até hoje influenciam novos realizadores e o debate no campo teórico do cinema. Reagindo à conjuntura política do país, fosse endossando o discurso oficial ou buscando saídas criativas para criticar o Estado mesmo sob suas barbas, os cineastas debateram e investigaram os rumos da URSS, da euforia dos primeiros anos ao terror stalinista, da estagnação da década 1970 aos anseios por mudanças na perestróika


Buscando estabelecer relações entre as transformações políticas e sociais em cada momento abordado e os caminhos estéticos percorridos por diferentes realizadores, o curso fará um panorama da produção cinematográfica da URSS, da década de 1920 ao início dos anos 1990.


Luis Felipe Labaki

Cineasta, tradutor do idioma russo e pesquisador do cinema soviético. Possui mestrado em Meios e ...
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    22/06 Os pioneiros: Dziga Viértov, Liév Kulechóv, Serguei Eisenstein
    O primeiro encontro discutirá as principais propostas estéticas que marcaram o debate cinematográfico ao longo da década de 1920: o cinema não-ficcional e poético de Dziga Viértov (a série Kino-Pravda, Um homem com uma câmera), as experiências de construção de uma “gramática cinematográfica” de Liév Kulechóv (As extraordinárias aventuras de Mr. West no País dos Bolcheviques) e Vsiêvolod Pudóvkin (A mãe) e a prática e teoria de Serguei Eisenstein (A greve, O Encouraçado Potiômkin, Outubro)


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    29/06 O cinema sob Stálin: controle estatal e realismo socialista
    Dos musicais de Grigóri Aleksándrov (Os rapazes alegres, Volga-Volga, Um caminho iluminado) e cinebiografias de Lênin feitas por Mikhail Romm (Lênin em Outubro, Lênin em 1918) aos filmes ficcionais e documentários realizados durante e depois da Segunda Guerra Mundial (A derrota dos soldados alemães em Moscou, de Iliá Kopálin, Ivan, o Terrível, de Serguei Eisenstein), discutiremos o aumento do controle estatal sobre a produção, as perseguições e as dificuldades impostas aos realizadores nos anos de Stálin no poder.


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    06/07 O Degelo e depois: distensão, contradição e novas vozes
    Com a morte de Stálin, veteranos e novos realizadores buscam novas formas de abordar o passado e o presente do país. A revolução vista por um opositor em Diante do Julgamento da História, de Fridrikh Ermler, a juventude em Marlen Khutsíev (Tenho vinte anos) e Grigóri Tchukhrái (A Balada de um Soldado), as comédias de Eldar Riazánov (Cuidado com o automóvel) e a lírica de Andriêi Tarkóvski (A infância de Ivan, Andriêi Rubliôv), Serguei Paradjânov (Sombras de antepassados esquecidos) e Otar Iosseliani (Abril).


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    13/07 O cinema da perestróika
    Na década de 1980, a inquietude da sociedade soviética à espera de mudanças profundas se reflete em filmes que anseiam por transformações e tocam em temas antes interditados: Penitência, de Tengiz Abuladze, Assa, de Serguei Soloviôv, Garota internacional, de Piótr Todoróvski, e Elegia soviética, de Aleksándr Sokúrov, entre outros filmes.


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