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Max Weber sobre Economia e Religião

O curso apresentará as influências recíprocas entre religião, economia e sociedade. Partindo do Ocidente rumo ao Extremo Oriente, observaremos como algumas das religiões mundiais – cristianismo, judaísmo, islamismo, religiões indianas (hinduísmo e budismo) e religiões chinesas (confucionismo e taoísmo) – influenciaram na formação do comportamento econômico das principais civilizações do mundo e no desenvolvimento de seus mercados. Para aprofundar ainda mais a abordagem, o curso também mostrará como as transformações econômicas recentes também foram capazes de modificar as crenças e práticas de determinadas religiões na modernidade, influenciando assim diretamente a conduta de vida dos indivíduos e seus coletivos em nossa era.

Com o objetivo de compreender essa aproximação íntima entre religião, economia e sociedade, o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como a “Ética econômica das religiões mundiais”.

Mais do que tentar estabelecer uma relação de causalidade entre esses fenômenos – se é a economia quem determina os ditames da religião ou, ao contrário, se a religião é quem define a configuração da economia – os trabalhos de Weber apresentam uma perspectiva inusitada para o problema, ao sugerir que haveria entre essas esferas sociais uma relação de afinidade eletiva, onde religião e economia “procuram-se uma à outra, atraem-se, e apropriam-se uma da outra”, configurando assim uma espécie de simbiose cultural que envolve a vida material e espiritual dos indivíduos

R$ 647

ou em 12x R$ 54

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Max Weber sobre Economia e Religião

O curso apresentará as influências recíprocas entre religião, economia e sociedade. Partindo do Ocidente rumo ao Extremo Oriente, observaremos como algumas das religiões mundiais – cristianismo, judaísmo, islamismo, religiões indianas (hinduísmo e budismo) e religiões chinesas (confucionismo e taoísmo) – influenciaram na formação do comportamento econômico das principais civilizações do mundo e no desenvolvimento de seus mercados. Para aprofundar ainda mais a abordagem, o curso também mostrará como as transformações econômicas recentes também foram capazes de modificar as crenças e práticas de determinadas religiões na modernidade, influenciando assim diretamente a conduta de vida dos indivíduos e seus coletivos em nossa era.

Com o objetivo de compreender essa aproximação íntima entre religião, economia e sociedade, o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como a “Ética econômica das religiões mundiais”.

Mais do que tentar estabelecer uma relação de causalidade entre esses fenômenos – se é a economia quem determina os ditames da religião ou, ao contrário, se a religião é quem define a configuração da economia – os trabalhos de Weber apresentam uma perspectiva inusitada para o problema, ao sugerir que haveria entre essas esferas sociais uma relação de afinidade eletiva, onde religião e economia “procuram-se uma à outra, atraem-se, e apropriam-se uma da outra”, configurando assim uma espécie de simbiose cultural que envolve a vida material e espiritual dos indivíduos

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Data do Início do Curso
de 2/8 a 13/9
Dia e horário do curso
segundas-feiras, das 20h às 21h30
Aulas ao Vivo
Aulas ao vivo

Plano de aula

AULA 1 – Estabelecendo conceitos: sobre religião, economia e sociedade | Segunda-feira, 2/8, 20h às 21h30
Antes de mais nada, será preciso estabelecer conceitos. Primeiro: qual a importância da religião nas sociedades? Quais os efeitos psicológicos, morais e terapêuticos que as religiões suscitam nos coletivos humanos? É possível encontrar semelhanças gerais entre todas as religiões? O que as distingue fundamentalmente?
Em seguida, vamos refletir sobre economia. O que a ação econômica explica sobre o comportamento humano? O que categorias como trabalho, lucro e mercado indicam sobre a organização e funcionamento das sociedades? E como essas influem em posições de poder e autoridade?
Por fim, abordaremos o possível elo entre religião e economia. O que une e combina essas duas dimensões sociais? O que o fenômeno religioso empresta para a ação econômica? E o que a economia atribui de sentido para a ação religiosa? É o que aprenderemos nessa primeira aula.

AULA 2 – Cristianismo e a construção social do Ocidente | Segunda-feira, 9/8, 20h às 21h30
Para dar início ao estudo de caso das religiões, começaremos pelo cristianismo. Atualmente a maior religião do mundo, o cristianismo é uma marca incontestável de como a religião é capaz de impactar a cultura de um povo. Das datas dos calendários aos ritos de passagem, do batismo ao velório, dos casamentos às festas de Natal. Mas como o cristianismo saiu de uma religiosidade periférica para se tornar a principal religião do Ocidente? Quais os seus efeitos nos corações e mentes de seus seguidores? E quais as consequências dessa religião nas principais mudanças políticas e econômicas dos últimos dois mil anos? Esse é o tema da nossa aula.

AULA 3 – Judaísmo e o “espírito” do capitalismo | Segunda-feira, 16/8, 20h às 21h30
Embora não esteja entre as religiões com maiores números de seguidores no mundo, o judaísmo exerce uma influência decisiva em ao menos duas das maiores religiões mundiais: o cristianismo e o islamismo. Entre os seus aspectos influenciadores destacam-se o monoteísmo, a visão linear do tempo e uma ética profética de cunho messiânico. Para o nosso interesse específico, contudo, outros aspectos do judaísmo serão igualmente relevantes, tais como a defesa religiosa da propriedade privada e do trabalho livre, além da disposição ao comércio e às finanças. Não seriam esses alguns dos modernos contornos do “espírito” do capitalismo?

AULA 4 – Islamismo e economia dos países árabes | Segunda-feira, 23/8, 20h às 21h30
Do ponto de vista histórico, o islamismo é a religião mais “jovem” dentre as religiões mundiais. O que torna o seu crescimento ainda mais surpreendente: afinal, com menos de 1.500 anos de existência, já é a segunda maior religiosidade do planeta, concentrando um número de fiéis equivalente a um quarto de toda a população da Terra. Além disso, parte dos países de cultura muçulmana figuram entre as principais economias do globo, sobretudo em virtude da exploração de suas abundantes reservas de petróleo e gás natural, que hoje abastecem uma fatia expressiva do mercado energético. Nesta aula, veremos como alguns desses países adotam modelos que mesclam princípios religiosos, formas de governo teocráticas e uma inserção peculiar no sistema financeiro internacional, lastreados pela lei islâmica (sharia).

AULA 5 – Hinduísmo, budismo e as economias do Índico | Segunda-feira, 30/8, 20h às 21h30
Em seus escritos sobre a Índia, Weber mostrou-se particularmente pessimista quanto à possibilidade dessa nação se desenvolver no mundo capitalista. Uma das razões se daria pela própria racionalidade hindu, que por seu tradicionalismo desapegado à esfera material, de um lado, e o seu sistema de castas, de outro, traziam efeitos essencialmente negativos à atividade econômica indiana. Estudos recentes, no entanto, problematizam essa possível “afinidade negativa” das religiosidades hindus à economia de mercado, sobretudo ao observar o estupendo crescimento econômico que países compostos por maiorias hindus e budistas têm vivenciado nos últimos anos. Nesta aula, portanto, discutiremos os limites e oportunidades que as religiosidades hindus oferecem para a ação econômica dos países do Oceano Índico.

AULA 6 – Confucionismo, taoísmo e a economia asiática | Segunda-feira, 13/09, 20h às 21h30
Em nossa última aula, analisaremos o caso das religiões orientais: confucionismo e taoísmo. O interesse não é por acaso. Essas religiosidades estão concentradas na principal fronteira econômica do mundo atual, tendo como epicentro a economia chinesa, país que nos últimos anos não só tem experimentado um ciclo extraordinário de geração de riqueza como também tem disputado a hegemonia global com a maior economia do mundo, os Estados Unidos. Nesta aula, observaremos como os valores do confucionismo e taoísmo – como harmonia e equilíbrio, trabalho árduo, frugalidade – foram (e são) fatores que acompanham o desenvolvimento econômico asiático, tornando-se um elemento central na valorização do investimento de longo prazo como eixo estratégico de seus países.
Por fim, encerraremos o curso refletindo acerca dos efeitos da religião no contemporâneo. Qual a relação entre globalização e pós-secularismo? De que maneira a intensificação das trocas entre os mercados desencadeou uma onda de novas religiosidades ao mesmo tempo em que propiciou um reavivamento conservador das antigas? E de que forma as novas tecnologias beneficiam ou atrapalham o desenvolvimento das religiões?

Plano de aula

AULA 1 – Estabelecendo conceitos: sobre religião, economia e sociedade | Segunda-feira, 2/8, 20h às 21h30
Antes de mais nada, será preciso estabelecer conceitos. Primeiro: qual a importância da religião nas sociedades? Quais os efeitos psicológicos, morais e terapêuticos que as religiões suscitam nos coletivos humanos? É possível encontrar semelhanças gerais entre todas as religiões? O que as distingue fundamentalmente?
Em seguida, vamos refletir sobre economia. O que a ação econômica explica sobre o comportamento humano? O que categorias como trabalho, lucro e mercado indicam sobre a organização e funcionamento das sociedades? E como essas influem em posições de poder e autoridade?
Por fim, abordaremos o possível elo entre religião e economia. O que une e combina essas duas dimensões sociais? O que o fenômeno religioso empresta para a ação econômica? E o que a economia atribui de sentido para a ação religiosa? É o que aprenderemos nessa primeira aula.

AULA 2 – Cristianismo e a construção social do Ocidente | Segunda-feira, 9/8, 20h às 21h30
Para dar início ao estudo de caso das religiões, começaremos pelo cristianismo. Atualmente a maior religião do mundo, o cristianismo é uma marca incontestável de como a religião é capaz de impactar a cultura de um povo. Das datas dos calendários aos ritos de passagem, do batismo ao velório, dos casamentos às festas de Natal. Mas como o cristianismo saiu de uma religiosidade periférica para se tornar a principal religião do Ocidente? Quais os seus efeitos nos corações e mentes de seus seguidores? E quais as consequências dessa religião nas principais mudanças políticas e econômicas dos últimos dois mil anos? Esse é o tema da nossa aula.

AULA 3 – Judaísmo e o “espírito” do capitalismo | Segunda-feira, 16/8, 20h às 21h30
Embora não esteja entre as religiões com maiores números de seguidores no mundo, o judaísmo exerce uma influência decisiva em ao menos duas das maiores religiões mundiais: o cristianismo e o islamismo. Entre os seus aspectos influenciadores destacam-se o monoteísmo, a visão linear do tempo e uma ética profética de cunho messiânico. Para o nosso interesse específico, contudo, outros aspectos do judaísmo serão igualmente relevantes, tais como a defesa religiosa da propriedade privada e do trabalho livre, além da disposição ao comércio e às finanças. Não seriam esses alguns dos modernos contornos do “espírito” do capitalismo?

AULA 4 – Islamismo e economia dos países árabes | Segunda-feira, 23/8, 20h às 21h30
Do ponto de vista histórico, o islamismo é a religião mais “jovem” dentre as religiões mundiais. O que torna o seu crescimento ainda mais surpreendente: afinal, com menos de 1.500 anos de existência, já é a segunda maior religiosidade do planeta, concentrando um número de fiéis equivalente a um quarto de toda a população da Terra. Além disso, parte dos países de cultura muçulmana figuram entre as principais economias do globo, sobretudo em virtude da exploração de suas abundantes reservas de petróleo e gás natural, que hoje abastecem uma fatia expressiva do mercado energético. Nesta aula, veremos como alguns desses países adotam modelos que mesclam princípios religiosos, formas de governo teocráticas e uma inserção peculiar no sistema financeiro internacional, lastreados pela lei islâmica (sharia).

AULA 5 – Hinduísmo, budismo e as economias do Índico | Segunda-feira, 30/8, 20h às 21h30
Em seus escritos sobre a Índia, Weber mostrou-se particularmente pessimista quanto à possibilidade dessa nação se desenvolver no mundo capitalista. Uma das razões se daria pela própria racionalidade hindu, que por seu tradicionalismo desapegado à esfera material, de um lado, e o seu sistema de castas, de outro, traziam efeitos essencialmente negativos à atividade econômica indiana. Estudos recentes, no entanto, problematizam essa possível “afinidade negativa” das religiosidades hindus à economia de mercado, sobretudo ao observar o estupendo crescimento econômico que países compostos por maiorias hindus e budistas têm vivenciado nos últimos anos. Nesta aula, portanto, discutiremos os limites e oportunidades que as religiosidades hindus oferecem para a ação econômica dos países do Oceano Índico.

AULA 6 – Confucionismo, taoísmo e a economia asiática | Segunda-feira, 13/09, 20h às 21h30
Em nossa última aula, analisaremos o caso das religiões orientais: confucionismo e taoísmo. O interesse não é por acaso. Essas religiosidades estão concentradas na principal fronteira econômica do mundo atual, tendo como epicentro a economia chinesa, país que nos últimos anos não só tem experimentado um ciclo extraordinário de geração de riqueza como também tem disputado a hegemonia global com a maior economia do mundo, os Estados Unidos. Nesta aula, observaremos como os valores do confucionismo e taoísmo – como harmonia e equilíbrio, trabalho árduo, frugalidade – foram (e são) fatores que acompanham o desenvolvimento econômico asiático, tornando-se um elemento central na valorização do investimento de longo prazo como eixo estratégico de seus países.
Por fim, encerraremos o curso refletindo acerca dos efeitos da religião no contemporâneo. Qual a relação entre globalização e pós-secularismo? De que maneira a intensificação das trocas entre os mercados desencadeou uma onda de novas religiosidades ao mesmo tempo em que propiciou um reavivamento conservador das antigas? E de que forma as novas tecnologias beneficiam ou atrapalham o desenvolvimento das religiões?

COM QUEM VOU APRENDER?

Rafael Rodrigues da Costa
É sociólogo pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e Mestre em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (Unifesp). Foi pesquisador da Cátedra Celso Furtado (FESPSP) e atualmente é pesquisador visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seus estudos são voltados a relação entre religião e classes sociais, notadamente entre evangélicos e periferias no Brasil contemporâneo.



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Perguntas frequentes

Todas as aulas estarão dentro de nossa plataforma online do curso chamada Nutror. No dia e horário das aulas, o professor estará ao vivo, mas tudo será gravado e ficará disponível para você assistir online na hora que quiser – basta ter acesso à internet. Assim que você se inscrever já recebe login e senha para acessar a plataforma de ensino. 

Todas as aulas ocorrerão ao vivo às segundas-feiras. A primeira aula acontece no dia 03 de agosto e, as demais, nas segundas-feiras seguintes. Não tem problema nenhum se não for possível ver alguma aula ao vivo. Todas ficarão gravadas para você ver quando quiser. 

As videoaulas poderão ser vistas e revistas quantas vezes você quiser por um período de 3 meses. 

Sim, todos os participantes que quiserem receberão o certificado. 

Você pode realizar o pagamento com boleto ou cartão de crédito. 

Sim. Basta trocar a bandeira do país onde foi emitido seu cartão na página do checkout, no alto, à direita. Se seu cartão foi emitido no Brasil, a bandeira do Brasil já estará lá. Mas se foi emitido nos EUA, por exemplo, troque pela bandeira dos EUA. 

Não. O sistema de pagamento só permite o parcelamento com cartão de crédito. Você pode parcelar em até 10 vezes sem juros.

Após a primeira aula em 03 de agosto, você tem um prazo de 7 dias para pedir reembolso do que já pagou. Caso comece a assistir o curso e entenda que ele não é adequado para você, basta enviar um e-mail para suporte@casadosaber.com.br dentro do prazo de 7 dias que providenciaremos a devolução de 100% do seu dinheiro. 

Basta enviar um e-mail para suporte@casadosaber.com.br que responderemos o mais rápido possível. 

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Todas as aulas estarão dentro de nossa plataforma online do curso chamada Nutror. No dia e horário das aulas, o professor estará ao vivo, mas tudo será gravado e ficará disponível para você assistir online na hora que quiser – basta ter acesso à internet. Assim que você se inscrever já recebe login e senha para acessar a plataforma de ensino.

Todas as aulas ocorrerão ao vivo às segundas-feiras. A primeira aula acontece no dia 03 de agosto e, as demais, nas segundas-feiras seguintes. Não tem problema nenhum se não for possível ver alguma aula ao vivo. Todas ficarão gravadas para você ver quando quiser. 

As vídeo-aulas poderão ser vistas e revistas quantas vezes você quiser por um período de 3 meses.

Sim, todos os participantes que quiserem receberão o certificado.

Você pode realizar o pagamento com boleto ou cartão de crédito.

Sim. Basta trocar a bandeira do país onde foi emitido seu cartão na página do checkout, no alto, à direita. Se seu cartão foi emitido no Brasil, a bandeira do Brasil já estará lá. Mas se foi emitido nos EUA, por exemplo, troque pela bandeira dos EUA.

Não. O sistema de pagamento só permite o parcelamento com cartão de crédito. Você pode parcelar em até 12 vezes. Os juros incluídos no parcelamento são cobrados pela empresa que processa os pagamentos. 

Após a primeira aula em 04 de novembro, você tem um prazo de 7 dias para pedir reembolso do que já pagou. Caso comece a assistir o curso e entenda que ele não é adequado para você, basta enviar um e-mail para suporte@casadosaber.com.br dentro do prazo de 7 dias que providenciaremos a devolução de 100% do seu dinheiro. 

Basta enviar um e-mail para suporte@casadosaber.com.br que responderemos o mais rápido possível. 

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