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Área reservada aos alunos da Casa do Saber



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História, Ciências e Atualidade
FACES DO AMOR NA HISTÓRIA
Mary Del Priore
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O que é amor? Sentimento imutável ao longo da História ou manifestação vinculada ao seu tempo? As pessoas namoram e se beijam hoje da mesma forma que faziam no período colonial? O curso percorre a história das ideias, das práticas e dos modos de dizer o amor no Brasil. Da rígida família patriarcal até a “desordem amorosa”, propiciada pela pílula e pela revolução feminista, do amor-paixão ao amor que leva ao casamento, do flerte à paquera. Tudo para quem quer entender – e viver –o afeto mais cantado da História.
Início: 03 MAR
Duração: 4 encontros
Dias/horários: Quartas-Feiras, às 20h (03/03, 10/03, 17/03, 24/03)
Valor: R$ 160,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 200,00
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03 MAR | 1. O AMOR NO RETROVISOR: ORIGENS DO AMOR ROMÂNTICO
Noções do amor nas canções medievais e sua repercussão na Literatura portuguesa. Um sentimento divino e dirigido a deusas intocáveis, sem sexo! Na Literatura popular, contudo, encontramos marcas de relações amorosas libertas de preconceitos.
10 MAR | 2. O SÉCULO XVIII: O AMOR INIMIGO E O AMOR DOMESTICADO
Considerado perigoso, o sentimento amoroso era perseguido pela Igreja, que exigia, dentro do casamento, relações baseadas na “amizade amorosa”. O resultado? Uma dupla moral feita de
comportamentos específicos para dentro do casamento e fora dele. Fora, as paixões que resultavam em concubinatos ardentes; dentro, esposas dedicadas exclusivamente à procriação.
17 MAR | 3. METEOROLOGIA DAS PRÁTICAS AMOROSAS NO SÉCULO XIX
Os casamentos arranjados se tornavam uma rede de acumulação e solidariedade, sem espaço para os sentimentos. Entre as elites era
considerado um meio favorável para um bom regime sexual, e os médicos o sacralizavam como regulador de energias contra o apelo dos bordéis, que se multiplicavam. Sua força normativa resultaria na dupla rejeição: do homossexual e da celibatária. Mas a chegada do “amor romântico” começa a mudar tudo...
24 MAR | 4. AMOR, AMORES: CONQUISTAS E ARMADILHAS NO SÉCULO XX
Em toda a história do amor, o casamento e a sexualidade estiveram sob controle; controle da Igreja, da família, da comunidade. Só o sentimento, apesar de todos os constrangimentos, continuava
livre. Podia-se obrigar um indivíduo a viver com alguém, a deitar com alguém, mas não a amar alguém. As coisas mudaram. Hoje, a grande ausência de desejo é que é a culpada. O casamento não é mais obrigatório e escapa às estratégias religiosas ou familiares;
o divórcio não é mais vergonhoso e os cônjuges têm o mesmo tratamento perante a lei. A realização pessoal se coloca acima de tudo: recusamos a frustração e a culpabilização. Mas tudo isto são
conquistas ou armadilhas? Os historiadores de amanhã dirão.
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Mary Del Priore. Historiadora. Autora de mais de 20 livros sobre História do Brasil entre eles "História do Amor no Brasil", "História das crianças no Brasil", "História das mulheres no Brasil" e "O príncipe maldito". Detentora de vários prêmios como o Jabuti, o Casa Grande & Senzala e o da Associação Paulista de Críticos de Arte. Articulista do jornal "O Estado de S. Paulo" e colaboradora em coletâneas e revistas nacionais.



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